Você acorda cansada, e não é o cansaço comum: é aquele que não passa com 9 horas de sono, e que faz você olhar para a escada e calcular se vale subir agora ou esperar.
E não é só o cansaço. É a lista inteira ali de cima, acontecendo ao mesmo tempo, em áreas do corpo que parecem não ter nada a ver uma com a outra.
Foi a 3 médicos. Fez exames: sangue completo, hormônios, os caros, os básicos.
"Está tudo normal. Vamos começar com um antidepressivo leve. Daqui a 3 meses a gente reavalia."E você aceitou. Porque quando 3 médicos olham nos seus olhos e dizem que está tudo normal, mas você sente que não está, o que sobra? Sobra acreditar neles. E continuar cansada.
É aí que eu entro, e não por inventar exames novos. Em mais de 13 anos atendendo casos como o seu, cheguei a uma conclusão que mudou a forma como trabalho:
Quando existem sintomas, na minha leitura clínica quase sempre existe algum desequilíbrio por trás. O exame pode simplesmente ainda não ter alcançado o que está acontecendo.
Aqui vale entender o que é um valor de referência. Ele é uma faixa estatística, montada a partir de uma população grande de pessoas consideradas saudáveis. A função dele é sinalizar o que é incomum o bastante para acender um alerta. Ele não foi desenhado para descrever o ponto exato em que o seu corpo funciona bem.
Por isso 2 resultados dentro da mesma faixa podem significar coisas diferentes para 2 pessoas. E por isso alguém pode estar tecnicamente dentro do normal e, ainda assim, não se sentir bem.
O exame normal não fecha o caso. Ele diz que aquele exame, naquele dia, não capturou o que você está sentindo. O sintoma continua sendo uma informação, e é dele que eu parto.
A medicina convencional é muito boa em controlar o sintoma, e isso salva vidas todos os dias. O que eu procuro fazer, em paralelo, é olhar para o que mantém aquele sintoma aceso. Quando a gente fica só no controle do sintoma, o uso do remédio tende a se estender sem prazo.
Tratar é administrar o sintoma. Desligar é procurar o que sustenta esse sintoma e mexer ali, para que ele tenha menos motivo de continuar. Uma coisa não exclui a outra: o Método DRF não substitui o tratamento que você já faz, ele caminha junto.
Ao longo desses anos, organizei em 4 decisões clínicas o que encontro por trás dos sintomas que ninguém explica. 4 pilares que, na ordem certa, correm juntos por 60 dias. Esse é o Método DRF. E, pela primeira vez, coloquei essa lógica em um material educativo estruturado, para você acompanhar fora do consultório.